Coletivos se preparam para eventos de visibilidade LGBT

Roupas coloridas, penteados afro e batons marcantes são alguns dos elementos estéticos que refletem a atitude política e afirmativa de três coletivos da capital baiana – Batekoo, Afrobapho e Festa Tombo, que fazem parte de um fenômeno mundial de empoderamento negro LGBT, batizado no Brasil de geração tombamento. Eles vão ocupar o trio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS) na 15ª Parada do Orgulho LGBT, no próximo dia 11, além de integrar a programação da II Semana Fora do Armário, que começa nesta quinta-feira (1º), eventos que serão realizados em Salvador.

Na tarde do domingo (28), eles estiverem na festa do Batekoo, na boate Zero, no bairro do Rio Vermelho, onde gravaram vídeos de mobilização para os eventos. “Buscamos discutir e dar visibilidade a questões de intercessão entre raça, gênero e sexualidade”, explicou Alan Costa, 26, idealizador do Coletivo Afrobapho, que realiza intervenções audiovisuais e ensaios fotográficos voltados ao empoderamento estético de negras e negros LGBT, trabalho que está viralizando nas redes sociais.

Segundo ele, a comunidade negra LGBT está sendo “abraçada” pela Parada deste ano. “Salvador é a cidade mais negra do Brasil e faltava o chamamento para essa população ocupar esse espaço. Será uma oportunidade de agregar mais essa referência à Parada e discutir sobre a construção do movimento LGBT até a geração tombamento, na Semana Fora do Armário”.

Maurício Sacramento, 21, criador e produtor do Batekoo, é um dos responsáveis por movimentar essa geração jovem e articulada em torno de uma forma de empoderamento que une estética, política e festa. Segundo ele, tudo começou em 2014 com a festa de despedida de um amigo. “O movimento Afropunk, movimento estético e de rua, estava em evidência nos Estados Unidos, e me inspirei nisso”.

Para o coordenador, essa é uma forma de cultura periférica, negra e LGBT. “Começamos a construir a identidade visual e organizar festas para pessoas que eram excluídas dos espaços de festas da cidade. E foi acontecendo naturalmente. Elas se reconhecem aqui, na estética, na música. E encontram a liberdade de ser quem são”. As festas acontecem mensalmente e já chegaram a São Paulo e Rio de Janeiro, também de forma regular.

Fonte: Ascom/ Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado (SJDHDS)

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