Crescimento de casos de covid-19 pode levar o sistema de saúde ao colapso

O aumento exponencial dos casos de covid-19, comprometendo a oferta de vagas de leitos hospitalares nas redes pública e privada do município,  pode levar todo o sistema de saúde ao colapso, apesar das incontáveis medidas sanitárias impostas pela Prefeitura para conter o avanço da pandemia.

A gravidade da situação foi exposta pelo prefeito Colbert Martins da Silva Filho, em coletiva remota realizada na manhã desta terça-feira, 22, no Paço Municipal Maria Quitéria, enquanto mais um paciente ia a óbito na já superlotada UTI do Hospital Municipal de Campanha.

A médica e infectologista Melissa Falcão, coordenadora do Comitê de Combate ao Coronavirus, ao admitir que ” chegamos em nosso pior momento”, visivelmente emocionada, conclamou a sociedade a obedecer as regras de distanciamento e os cuidados sanitários recomendados pelas autoridades de Saúde, como usar máscara e lavar corretamente as mãos.

“Estamos próximos do Natal, e achávamos que neste final de ano já estaríamos com uma certa tranquilidade. Mas, em verdade, estamos em nosso pior momento. Tivemos, nos três primeiros meses da doença (depois do primeiro caso, em março), em junho, 3.066 casos. Nas três semanas de dezembro já atingimos 3.417 casos, ou seja, mais de mil casos por semana”, pontuou a infectologista.

O anúncio das primeiras levas de vacina que vêm sendo aplicadas, sobretudo na Europa e Estados Unidos, tem causado, segundo Melissa Falcão, uma sensação de que todos já estão vacinados, dado o comportamento desassombrado das pessoas, que continuam buscando ambientes de aglomeração, como bares, restaurantes, e festinhas privadas.

“A gente que convive nas unidades hospitalares, prestando um atendimento mais de perto, vendo marido e mulher sendo internados em alas que também se encontram internados seus filhos, vê esse crescimento de casos, mas não vemos um retorno positivo da sociedade para o que está acontecendo, neste momento”, lamentou a coordenadora.

Sem espaço físico para ampliar suas instalações e com a UTI  100% ocupada, o coordenador do Hospital Municipal de Campanha, Alexandre Mota, enfatizou que a situação é extremamente preocupante, ” e se as pessoas não fizerem o distanciamento social, correm o risco de precisar de um leito para internação e não encontrar vaga.” 

Já o superintendente do Procon e coordenador da Fiscalização Preventiva Integrada, Cleidson Almeida, responsável por fazer cumprir os decretos municipais no tocante aos protocolos sanitários vigentes sobre a Covid, afirmou que foram fechados e notificados 23 bares, neste final semana, enquanto outros seis estabelecimentos foram interditados. A maioria das intervenções ocorreu nas principais avenidas da cidade.

O prefeito Colbert Filho enfatizou que, apesar das tratativas que a Prefeitura vem mantendo com as esferas estadual e federal para obter a vacina, no momento, a melhor vacina é o distanciamento social.

“As pessoas não estão tendo praticamente nenhum cuidado, e se comportam como se já estivessem sido vacinadas. A vacina é o melhor fato que temos neste momento. Mas, ela só chega nos próximos dois, três meses. Enquanto isso, os riscos continuam”, advertiu.

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