Diário Oficial traz a regulamentação da Rede Nacional de Treinamento

A edição desta quinta-feira (21.07)  do Diário Oficial da União traz a regulamentação, pelo Ministério do Esporte, da Rede Nacional de Treinamento. O texto estabelece os objetivos, a infraestrutura e os órgãos que podem compor o conjunto de instalações que fazem a amarração entre a iniciação esportiva e a prática de alto rendimento no país.

Arena Carioca 3, no Parque Olímpico da Barra. Instalação está prevista como uma das integrantes do topo da pirâmide da Rede Nacional de Treinamento. (Foto: Renato Sette Câmara/Prefeitura do Rio de Janeiro)

Criada com o conceito de espalhar os benefícios da realização dos Jogos Rio 2016 por todo o território brasileiro, a Rede Nacional de Treinamento é vista pelo governo federal como um dos principais legados do megaevento esportivo. Criada pela lei federal nº 12.395, de março de 2011, a Rede interliga as grandes estruturas a centros de treinamento de todo o país, sejam eles voltados à iniciação esportiva ou ao alto rendimento.

De acordo com o publicado nesta quinta, estão entre os objetivos conceituais da Rede Nacional de Treinamento integrar profissionais, infraestruturas esportivas, práticas e programas vinculados ao esporte. Completam a lista de objetivos o fomento do desenvolvimento de talentos, a articulação de treinamento de modalidades dos programas olímpicos e paralímpicos e a coordenação de decisões, agentes e unidades operacionais.

» Confira o texto completo no Diário Oficial da União

» Conheça as estruturas que compõem a Rede Nacional de Treinamento

A consequência esperada com o cumprimento desses objetivos é disseminar métodos de treinamento, desenvolver e aplicar a ciência e a medicina esportiva, capacitar profissionais, expandir conhecimento, detectar talentos e dar possibilidade de um encadeamento lógico do desenvolvimento de sua carreira, além de modernizar instalações e organizar a manutenção e aquisição de equipamentos esportivos, de modo a qualificar a gestão do esporte nacional.

Adesão
A estrutura organizacional da Rede Nacional terá a coordenação do Ministério do Esporte, com suporte do Comitê Olímpico do Brasil e do Comitê Paralímpico Brasileiro. Entidades nacionais e regionais de administração do esporte, assim como ligas regionais e nacionais, a Confederação Brasileira de Clubes, estados, municípios e o DF estão entre os possíveis parceiros e integrantes da Rede Nacional de Treinamento.

O texto traz, ainda, a previsão de formas de adesão e graus de certificação das entidades, clubes e instalações esportivas. Assim que uma entidade confirma a adesão, recebe um certificado com validade de quatro anos. A participação dependerá de adesão formal desses entes, mediante a manifestação formal do seu dirigente ou responsável. Essa adesão exige um relatório com projetos e programas já desenvolvidos e os objetivos previstos no período. A Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte tem 30 dias para providenciar os formulários de adesão. Os equipamentos/estruturas integrantes da rede terão prioridade no recebimento de recursos do Ministério do esporte.

Entre as instalações previstas para compor a rede estão centros olímpicos e paralímpicos de treinamento e boa parte das instalações dos Jogos Rio 2016, além dos Centros Nacionais de Treinamento, dos Centros Regionais, de unidades locais e dos Centros de Iniciação ao Esporte.

Nacionalização
Dentro do ponto de vista de nacionalização do legado dos Jogos Rio 2016, o investimento federal em infraestrutura física ultrapassa a marca de R$ 3 bilhões. São recursos destinados à construção de centros de treinamento de diversas modalidades, Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs), 47 pistas oficias de atletismo e dez instalações olímpicas no Rio de Janeiro (RJ), além da reforma e a construção, também no Rio, de locais de treinamento durante os jogos em unidades militares e na Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fonte: Brasil2016.gov.br

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