JURIVALDO AGORA É “EMBAIXADOR DO CANGAÇO”.

Embaixador do Cangaço na Bahia.

Assim deve ser tratado o cordelista e folheteiro, Jurivaldo Alves que ganhou o título no recente II Cariri Cangaço, realizado na cidade alagoana de Piranhas, entre os dias 28 e 31 do mês de julho. O título foi-lhe concedido como reconhecimento a grande contribuição que o cordelista dá na divulgação das atividades e eventos relacionados ao cangaço, além da sua presença nesses acontecimentos, caracterizado como o famoso cangaceiro Lampião, constituindo-se em atração onde se apresenta.

Jurivaldo Alves, tem um espaço muito visitado no Mercado de Arte Popular (MAP), em Feira de Santana – Bahia, dedicado à cultura nordestina, onde podem ser encontrados exemplares da literatura –  cordéis, revistas e livros – sobre o cangaço, além de cédulas nacionais e estrangeiras raras, fotos da cidade e objetos antigos, esteve no II Cariri Cangaço, no  interior  de Alagoas, evento que reuniu um grande número de cordelistas, escritores, estudiosos sobre o cangaço, fenômeno que marcou o Nordeste brasileiro, incluindo a Bahia.

Foi realizada ampla programação no Centro Cultural Miguel Arcanjo Pereira, em Piranhas. Houve uma palestra de Jurivaldo na Prefeitura local, cujo prédio deverá ser restaurado com as características arquitetônicas que tinham na época da morte de Lampião e seu bando. “A ideia é reconstruir uma escadaria que existia, na qual a esposa do prefeito, da época, colocou as cabeças de Lampião, Maria Bonita e sete cangaceiros, que tinham sido jogados no meio da rua. O prédio deverá será um ponto turístico”, explica o cordelista. Foi feita uma visita à Gruta de Angicos, local onde o bando de cangaceiros foi dizimado pela polícia, uma concorrida missa e o lançamento das cinzas do escritor paulista Antônio Almary Correia de Araújo, nas águas do rio São Francisco.

“Foi um momento emocionante. As cinzas foram lançadas por Carlos Araújo, filho de Antônio Almary, que não escondeu a emoção chorando. O doutor Almary, não gostava de Lampião, mas foi o grande pesquisador sobre a vida dele e autor das melhores obras sobre o cangaço”, relata o Embaixador do Cangaço na Bahia, destacando o trabalho desenvolvido por Manoel Severo Barreto, curador do II Cariri Cangaço e João Souza Lima, dentre outros que trabalharam de forma decisiva para o sucesso do evento.

*Fonte: Colaboração Zadir Marques Porto – Jornalista.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *