JOÃO AUGUSTO – VIDA DEDICADA AO FUTEBOL.
Atualmente integrando a equipe responsável pela administração do estádio Joia da Princesa, ao lado de Aldacy Palma, que foi seu contemporâneo no Fluminense de Feira, João Augusto Ferreira de Jesus, ou simplesmente João Augusto, foi um lateral esquerdo de qualidade técnica aliada à seriedade com que encarou o futebol. Pão, como também era conhecido, começou em 1971, no Mecânico FC, do Sobradinho, na época uma das melhores equipes amadoras da Bahia, comandada pelo técnico Anulino Franco.
No mesmo ano foi levado para o time juvenil do Fluminense, despertando a atenção do técnico Evaristo de Macêdo, que pediu a sua inclusão entre os profissionais e não se enganou, João Augusto vestiu a camisa seis sem embaraço nos treinamentos, até que em 1973 se tornou titular. O técnico era o ex-jogador Einaldo Rodrigues, que mandava a campo então: Luiz Antônio, Bira, Fiscina, Newton Perazo e João Augusto, Merrinho, Paulo Roberto e Luciano, Pinheirinho, Anselmo e Neves. Um “timaço” como diz o torcedor, e nele absoluto no lado esquerdo da defesa o ex-Mecânico FC, João Augusto. Dois anos depois o destino era o Vasco da Gama no Rio de Janeiro, ao lado de Paulo, mas a adaptação demorou e João Augusto resolveu voltar, até porque o Náutico queria-o em Recife, mas o Touro pediu alto e o time pernambucano, depois de muito insistir, desistiu da negociação.
Em 1976, dentre outras propostas, resolveu aceitar convite do Auto Sport da Paraíba, para onde também Anselmo e Neinha.
Em 1979 estava de volta ao futebol baiano para defender o Leônico que formou uma equipe expressiva, capaz de encarar, sem medo, Bahia e Vitória. Vale lembrar o onze do “moleque travesso”: Tobias, Bira, Marcelo, Fernando Silva e João Augusto. Renato, Luís Ferreira e José Eduardo. Thirson, Chiquinho e Macedo.
Nova saída em 1981, desta feita para o Rio Grande do Norte, contratado pelo Potiguar, de Mossoró, que formou forte equipe para o campeonato estadual, voltando um ano depois para encerrar a carreira no futebol profissional com a camisa da AD Bahia de Feira, vice- campeão baiano da segunda divisão. João Augusto trabalhou algum tempo na divisão e base do Touro convidado por Aldacy e hoje ambos fazem parte da equipe de administração do Joia. O futebol faz parte de sua vida, desde o tempo das peladas, passando pelo saudoso Mecânico ate alcançar o profissionalismo. Se não fez fortuna, já que na época os salários eram baixos valeu por vários aspectos: “Fiz o que gostava e gosto, que é o futebol, ganhei muitos amigos, inclusive da crônica esportiva, tive a oportunidade de viajar muito, então entendo que valeu à pena”.
*Por Zadir Marques Porto – Jornalista
