Profissional explica relação dos veterinários com a saúde humana.

Novo curso de Medicina Veterinária será inaugurado no dia 15 de março, em Feira de Santana, com palestras sobre a importância do curso para a região e as oportunidades no mundo do trabalho. 

Engana-se quem pensa que o trabalho do médico veterinário está ligado apenas à saúde dos bichos. Sua área de atuação vai muito além das práticas clínicas e cirúrgicas voltadas a animais de pequeno e grande porte. Atualmente, eles são aproximadamente 140 mil em todo o país e atuam em cerca de 80 áreas, como cadeias produtivas; inspeção de alimentos; pesquisas relacionadas a medicamentos e vacinas; preservação ambiental e controle de zoonoses. E tudo isso também tem a ver com saúde humana. 

Coordenador do curso de Veterinária da UNIFACS, Tásio Lessa explica que a presença desses profissionais em clínicas e hospitais visa garantir primeiramente o bem-estar animal. Afinal os pets passaram a ter destaque importante nas famílias e, com isso, o cuidado deles é de suma importância. Já no caso da fiscalização da cadeia produtiva de animais para consumo, o trabalho dos veterinários visa, além da qualidade dos alimentos para consumo humano, reduzir os impactos na natureza, promovendo o avanço econômico local e regional.   

Em saúde pública, conforme o docente, o médico veterinário pode atuar na prevenção e no controle de zoonoses, doenças que acometem os animais e podem contaminar os humanos, seja na vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental ou em laboratórios. Ele diz que, normalmente, as doenças monitoradas por veterinários dentro dos programas públicos são: peste, leptospirose, febre maculosa brasileira, hantavirose, doença de Chagas, febre amarela, febre chikungunya e febre do Nilo Ocidental. 

“Entretanto, outras doenças de transmissão vetorial que acometem somente a espécie humana, como dengue e malária, também podem ser parte integrante das atribuições do médico veterinário que atua na área de vigilância de zoonoses”, salienta o professor da UNIFACS, que integra o Ecossistema Ânima. 

Desafios 

Sobre desafios profissionais no cenário pós-pandêmico, Tásio Lessa afirma que a pandemia teve reflexos na saúde humana, animal e ambiental, demonstrando a necessidade de inovar, desde o processo de educação ao mundo do trabalho. “Vimos a disseminação de doenças por desconhecimento da etiologia e alta capacidade de transmissão, como o vírus da Covid-19, o distanciamento social, o controle na produção de alimentos seguros para consumo, dos medicamentos e vacinas, bem como o retorno das atividades presenciais. Todos esses aspectos mostraram uma necessidade de avançar tecnologicamente”, reforça. 

Ele lembra que até as estratégias de atendimento, diagnóstico e tratamento nas diversas áreas sofreram mudanças, “inclusive com a possibilidade de atendimento por Telemedicina, até então sem utilização na nossa área, que é bastante abrangente e de suma importância para a saúde pública”.  

Medicina Veterinária em Feira de Santana 

Feira de Santana recebe o mais novo curso de Medicina Veterinária da UNIFACS, nesta quarta-feira, 15 de março, quando acontecerá a sua aula Inaugural no auditório da UNIFACS – Campus Santa Mônica, a partir das 18 horas. O evento, fechado para convidados, contará com a presença dos médicos veterinários: Prof. Tásio Lessa e Profa. Simone Freitas, que farão uma palestra sobre a importância do curso para a região de Feira e sobre as oportunidades no mundo do trabalho. 

De acordo com o coordenador de Medicina Veterinária, Tásio Lessa, a partir deste novo curso, os futuros profissionais poderão atuar em diversas áreas, mesmo que em diferentes regiões. “Em Salvador, ao conversar com os ingressantes do curso, a sua grande maioria tem o mercado Pet como primeira escolha, e isso se deve à tendência mundial de que os pets assumiram papel relevante nas famílias e, com isso, o cuidado deles é de suma importância”, explica o profissional.  

“Já para a região de Feira de Santana, por sua localização estratégica no mapa da Bahia, já se nota uma maior aptidão para fiscalização da cadeia produtiva de animais para consumo. O trabalho dos veterinários visa, além da qualidade dos alimentos para consumo humano, reduzir os impactos na natureza, promovendo o avanço econômico local e regional”, analisa.    

Ainda de acordo com Lessa, outra área que ficou em evidência desde 2020 foi a atuação do profissional de saúde pública, ao atuar na prevenção e no controle de zoonoses, doenças que acometem os animais e podem contaminar os humanos, seja na vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental ou em laboratórios. Ele diz que, normalmente, as doenças monitoradas por veterinários dentro dos programas públicos são: peste, leptospirose, febre maculosa brasileira, hantavirose, doença de Chagas, febre amarela, febre chikungunya e febre do Nilo Ocidental.  

“Ao promover o debate sobre os rumos de nosso curso, está a consolidação de um currículo conectado ao desenvolvimento social, regional e nacional, fazendo com que a Medicina Veterinária esteja a serviço das necessidades da maioria da população, de acordo com a política econômica vigente e de modelo de desenvolvimento”, conclui. 

* Fonte: Juliana Vital – Jornalista.

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