Dia dos Pais: ciência revela que a paternidade transforma o cérebro masculino
Estudos identificaram alterações significativas nas atividades cerebrais e nos níveis hormonais, demonstrando uma adaptação do organismo às novas responsabilidades.
A chegada de uma criança muda a rotina, os hábitos e as prioridades de uma família. Mas as transformações provocadas pela paternidade vão muito além do comportamento. Estudos realizados nas últimas décadas mostram que o cérebro masculino também passa por adaptações importantes após o nascimento de um filho, favorecendo o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao cuidado, à empatia e ao fortalecimento dos vínculos afetivos.
Às vésperas do Dia dos Pais, a ciência ajuda a explicar por que muitos homens relatam uma mudança profunda na forma de enxergar o mundo depois da paternidade. Pesquisas com exames de neuroimagem identificaram alterações na atividade de regiões cerebrais ligadas às emoções, à atenção, à motivação e à capacidade de interpretar os sinais emitidos pelos bebês, como o choro e as expressões faciais.
Uma publicação na revista científica Cerebral Cortex, em 2022, por exemplo,revelou que homens de primeira viagem apresentam modificações na estrutura cerebral durante a transição para a paternidade, especialmente em regiões relacionadas à cognição social e ao processamento das emoções. Os pesquisadores observaram que essas mudanças foram mais observadas entre pais que demonstravam maior envolvimento com os cuidados do bebê, sugerindo que o cérebro masculino também se adapta para responder às demandas da parentalidade.
Segundo Woquiton Rodrigo, neurologista e professor do curso de Medicina da UniFG Bahia, integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, essas mudanças representam uma adequação natural do organismo às novas responsabilidades. “O cérebro é altamente plástico, ou seja, tem capacidade de se reorganizar diante de novas experiências. A paternidade estimula circuitos neurais relacionados ao cuidado, à proteção e à conexão emocional com o filho, tornando o pai mais atento às necessidades da criança.”
Alterações hormonais
Estudo publicado no Journal of Neuroendocrinology, em 2023, sinalizam ainda que a paternidade está associada a variações hormonais importantes. Entre elas, destacam-se a redução dos níveis de testosterona e alterações na ocitocina, hormônio relacionado ao vínculo afetivo. De acordo com os pesquisadores, homens que apresentaram maiores concentrações de ocitocina durante a gestação da parceira tiveram mudanças mais significativas em regiões cerebrais ligadas à empatia e ao cuidado, além de relatarem maior vínculo com os filhos e menor estresse na adaptação à nova rotina.
Outro aspecto que chama a atenção dos pesquisadores é que essas mudanças não dependem apenas da biologia. “O contato frequente com a criança exerce um papel decisivo na remodelação do cérebro paterno. Atividades cotidianas, como dar banho, trocar fraldas, colocar o bebê para dormir, brincar ou simplesmente segurar o filho no colo, estimulam áreas cerebrais relacionadas ao afeto e ao cuidado”, explica o docente.
Tornar-se pai
As descobertas da neurociência ajudam a desconstruir a ideia de que apenas as mães são biologicamente preparadas para cuidar dos filhos. Pesquisas apontam que pais adotivos e casais homoafetivos que assumem os cuidados diários das crianças também apresentam padrões de ativação cerebral semelhantes aos observados em pais biológicos, evidenciando que a convivência e a experiência desempenham um papel fundamental na construção da parentalidade.
Para os homens, o envolvimento na criação dos filhos também está associado ao fortalecimento dos laços familiares, ao aumento da sensação de bem-estar e ao desenvolvimento de competências emocionais que impactam positivamente outras áreas da vida.
Sobre a UniFG BA
Com 23 anos de atuação, a UniFG tem sido um agente de transformação no interior da Bahia por meio do ensino, da pesquisa e da extensão. Presente nas cidades de Guanambi e Brumado, oferece mais de 30 cursos de graduação e conta com a maior infraestrutura universitária da região. Reconhecida com conceito máximo (nota 5) pelo MEC, a UniFG passou a integrar, em 2020, o Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil. A excelência acadêmica se reflete também nos resultados: uma pesquisa com egressos realizada em 2023 mostrou que 83% dos formandos da UniFG se inserem no mercado de trabalho logo após a graduação. Seguindo essa tendência, o curso de Direito da instituição é avaliado com nota máxima pelo MEC, e o compromisso social se concretiza através do Centro Integrado de Saúde e Serviço (CISS), que já realizou mais de 100 mil atendimentos à comunidade.
Saiba mais em: www.centrouniversitariounifg.edu.br
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima e é uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições localizadas em São Paulo, Piracicaba, São José dos Campos e Cubatão (SP), Belo Horizonte e Vespasiano (MG), Salvador, Irecê, Jacobina, Guanambi e Brumado (BA), Florianópolis e Tubarão (SC), Natal (RN) e Tucuruí (PA). As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. Os alunos são incentivados a participarem de ações humanitárias para vivenciarem uma experiência fora de sala de aula e realizam atendimentos, desde as primeiras fases, às comunidades nos 14 Centros Integrados de Saúde (CIS) e diversos hospitais, em parceria com o SUS.
* FONTE: Andrea Castro Carvalho – Assessoria de Imprensa


