DOCUMENTÁRIO MOSTRARÁ A VIDA MUSICAL DE TIMBAÚBA.
Um amplo documentário, contando toda a sua trajetória musical, é o projeto imediato do cantor e compositor Timbaúba. O trabalho que será produzido pela cantora Márcia Porto e realizado através do Procultura, só está dependendo da captação dos recursos financeiros necessários, etapa prejudicada devido à pandemia, conforme o artista.

Ubiraci Tavares de Albuquerque, aposentado do Banco do Brasil, começou a fazer música ainda garoto, em sua terra natal Timbaúba, Pernambuco, mas só levou a sério a atividade musical na Bahia, ao formar uma banda de baile em Mundo Novo. Em 1977 veio para Feira de Santana “na época eram poucos os artistas que atuavam na cidade: Roberto Pitombo, Marcelo Melo, Cescé, Tonho de Onorina…” observa.
Bom violonista e compositor de qualidade, com quase 100 letras produzidas e cerca de 80 gravadas, por ele e vários outros artistas, Timbaúba lembra o inicio da carreira na cidade Princesa e a gravação do seu primeiro trabalho nos anos 70. “Foi no estúdio Sanclea, de Hiberlúcio Sousa, também pernambucano. Tudo era difícil e caro e como ninguém tinha dinheiro, fiz um disco com Marcelo Melo”, relata. Ainda era Ubiraci e só depois disso começou a usar o nome artístico que o consagrou. Suas músicas foram muito executadas, em especial no programa Mesa de Bar, na Rádio Nordeste, então com Framário Mendes.
Muitos shows em Feira e diversas cidades do estado, inclusive Salvador, fortaleceram a imagem do timbaubense, que carrega um sobrenome ilustre “Tavares de Albuquerque”, que lembra os tempos das capitanias hereditárias “é, mas não ficou nada pra mim” brinca. Afora as apresentações nas festas juninas, que agregam muita gente, Timbaúba gosta mesmo de “fazer barzinho”.
“No barzinho, quando é de bom nível, o artista pode ter o seu trabalho melhor apreciado. O ouvinte fica atento à letra e esse trabalho crítico é fundamental para que o artista possa lapidar a sua obra musical procurando melhorá-la sempre”, diz Timbaúba, que já tem cerca de uma dezena de discos gravados e vários sucessos como: Frevo de Olinda (primeiro hit), Chofer de Caminhão, Chave dos Segredos, Coração de Passarinho, Xodó de Beatriz, Rede na Varanda.
Além do projeto do documentário Timbaúba pretende apresentar novos trabalhos no próximo ano, esperando passar esse momento de exceção na vida do país, que também atinge outras nações, para retomar a sua vida com seu violão e muita poesia em cada canção.
*Por Zadir Marques Porto.
