Dia Internacional da Tireoide: entenda a importância do diagnóstico das doenças da glândula.
Alterações podem acontecer em diferentes períodos da vida, afetando principalmente as mulheres.
Localizada na região anterior do pescoço, uma glândula com formato de borboleta é responsável pela regulação do metabolismo de todos os sistemas do nosso corpo: a tireoide. Como é fundamental para o pleno funcionamento do organismo, uma vez que também atua nos ciclos menstruais e contribui para o equilíbrio do peso, da memória e das emoções, tem até uma data comemorativa garantida. No Dia Internacional da Tireoide, celebrado em 25 de maio, o objetivo é conscientizar a população ao redor do mundo sobre hipotireoidismo, hipertireoidismo, doenças autoimunes e o câncer.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 750 milhões de pessoas sofrem com alguma doença da tireoide. No entanto, aproximadamente 60% delas desconhecem a condição. No país, os números também são altos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer na região atinge 16 mil brasileiros por ano. Para Luciana Estrela, médica endocrinologista, a atenção dada a essa glândula é essencial, pois as suas funções impactam desde o crescimento de crianças e adolescentes.
“A tireoide é muito importante para o nosso corpo porque produz hormônios. Essas substâncias, apesar de serem produzidas na base do pescoço, se distribuem e agem da cabeça aos pés de maneira regulatória, promovendo o equilíbrio das taxas. Além disso, a glândula é capaz de provocar alterações no coração, fazendo-o bater mais forte, ou no intestino, o que pode causar constipação ou diarreia. A glândula também promove mudanças no estado psíquico do indivíduo, alterando a atenção, memória, agitação, entre outros”, explica a profissional.
Mudanças no comportamento como baixa do desejo sexual, falta de atenção e alterações sanguíneas e nas taxas de colesterol também podem indicar hipotireoidismo. Neste caso, a médica adverte: “é necessária a realização de check-up anual para o rastreamento de disfunção na tireoide, que sofre influências de alguns anticorpos capazes de tornar as doenças mais ativas”.
Mudanças no comportamento como baixa do desejo sexual, falta de atenção e alterações sanguíneas e nas taxas de colesterol também podem indicar hipotireoidismo. Neste caso, a médica adverte: “é necessária a realização de check-up anual para o rastreamento de disfunção na tireoide, que sofre influências de alguns anticorpos capazes de tornar as doenças mais ativas”.
Ela ainda reforça que os distúrbios podem prejudicar o desenvolvimento de um bebê no útero da mãe: “Quando a mulher tem hipotireoidismo não diagnosticado, há uma chance maior de abortamento no início da gravidez, bem como o surgimento de malformações. Tais quadros podem ser prevenidos em uma gestação bem controlada”, complementa.
Luciana Estrela chama atenção também para sintomas de alterações tireoidianas em crianças. “Crianças com baixa estatura ou dificuldade de aprendizado em idade escolar devem ser investigadas, pois uma correção hormonal pode garantir um bom crescimento e desenvolvimento cognitivo. Caso exista histórico familiar de doença tireoidiana ou autoimune, a atenção precisa ser redobrada”, conclui.
Principais causas
A hereditariedade é o principal fator de risco para o aparecimento de doenças, sendo a transmissão de mãe para filha ou mesmo para o filho, apesar de menos frequente. “Existem ainda os casos autoimunes, em que a própria pessoa desenvolve os anticorpos que agridem a tireoide, promovendo sua inflamação e gerando hipotireoidismo ou hipertireoidismo”, ressalta Luciana.
As disfunções atingem especialmente o público feminino, que costuma manifestar sinais de apatia, desânimo, ganho ou perda de peso, cansaço durante o dia e diminuição do desejo sexual. Em termos estatísticos, segundo a endocrinologista, as alterações afetam 10% das mulheres com mais de 40 anos e 20% acima dos 60.
Diagnóstico e prevenção
Fábio Gonzalez, médico radiologista especialista na área de cabeça e pescoço, destaca que um dos principais recursos preventivos e de detecção de problemas na região é a ultrassonografia. Por meio deste exame é possível realizar tanto o rastreamento, quanto o acompanhamento de um possível nódulo, ou mesmo a detecção de uma tireoidite, inflamação da glândula, que pode estar relacionada ao hipo ou ao hipertireoidismo.
De modo geral, os exames de check-up devem ser realizados a cada 3 anos por pacientes que não têm doença diagnosticada. Já para os casos em que existem nódulos, precisam ser repetidos a cada 6 meses ou 1 ano, de acordo com a indicação médica. “Fora a ultrassom, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética também são recomendadas aos pacientes que já apresentam o diagnóstico de câncer em situação específicas”, afirma o radiologista.
No que diz respeito à prevenção, Luciana Estrela acrescenta que o controle do estresse ajuda a impedir o surgimento de alterações na glândula. “Mesmo com a tendência hereditária, o ideal é manter uma vida saudável para que o estresse não acarrete na piora do quadro. Além disso, no momento do check-up anual, outras glândulas precisam ser analisadas, pois pode ocorrer a necessidade de reposição hormonal como forma de tratamento”, finaliza.
SOBRE O IHEF
O IHEF (Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Feira de Santana), foi fundado em 1983, objetivando proporcionar a todos os pacientes do estado da Bahia, diagnóstico e tratamentos das doenças do sangue. Após anos de atuação, o IHEF expandiu para as áreas de medicina laboratorial, diagnóstico por imagem, medicina nuclear, vacinas e banco de sangue, dando origem ao Sistema de Saúde IHEF, o mais completo serviço de saúde não hospitalar do interior da Bahia.
Desde 2014 é prêmio Top of Mind no segmento laboratorial em Feira de Santana e também vencedor do prêmio Benchmarking Bahia por duas vezes, na categoria Compliance, como o melhor laboratório do interior da Bahia. O IHEF Laboratório possui certificações de qualidade como a ISO 9001 e a Acreditação PALC da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica.

