Dia Mundial sem Tabaco: cigarro ainda mata mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo.

Décadas após o início das campanhas antitabagismo, fumar ainda está entre as principais causas evitáveis de morte no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que mais de 8 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças relacionadas ao tabaco, incluindo não fumantes expostos ao fumo passivo.

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No próximo 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, o Grupo Integrado do Tórax chama atenção para um cenário que segue muito presente nos consultórios: pacientes que chegam com perda importante da função respiratória, doenças cardiovasculares e diagnósticos tardios de câncer de pulmão.

Dra. Ive Lima – Divulgação

Principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor pulmonar, o cigarro também está associado a doenças como DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto e AVC.

“Existe uma percepção equivocada de que o cigarro virou um problema do passado. Mas seguimos recebendo pacientes com perda importante da função pulmonar, dependência severa da nicotina e diagnósticos tardios de câncer de pulmão”, afirma Ive Lima, oncologista do Grupo Integrado do Tórax.

Embora o número de fumantes tenha diminuído ao longo das últimas décadas, os impactos do tabagismo ainda são expressivos, tanto na mortalidade quanto nas internações e na perda de qualidade de vida.

O avanço dos cigarros eletrônicos entre jovens também preocupa especialistas, principalmente pelo potencial de dependência da nicotina e pelos efeitos respiratórios e cardiovasculares associados ao uso desses dispositivos.

O fumo passivo permanece como uma ameaça importante, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares pré-existentes.

“Não existe exposição segura à fumaça do cigarro. O fumante passivo também adoece. Muitas vezes, estamos falando de crianças que convivem diariamente com essa exposição dentro de casa”, explica a médica.

Segundo Ive Lima, fumantes e ex-fumantes também precisam estar atentos aos sinais que o corpo dá. Tosse persistente, mudança no padrão da tosse, sangue no escarro, falta de ar, chiado no peito, dor torácica, rouquidão e perda de peso sem explicação são alguns dos sintomas de alerta.

“Muita gente procura ajuda apenas quando os sintomas começam a limitar atividades simples do dia a dia. Tosse persistente e falta de ar não devem ser naturalizadas, especialmente em fumantes e ex-fumantes”, alerta.

A ausência de sintomas, porém, não elimina a necessidade de acompanhamento médico. Pessoas com histórico de tabagismo podem ter indicação para rastreamento oncológico com tomografia computadorizada de tórax anual. Procurem acompanhamento especializado.

Parar de fumar continua sendo a medida mais importante para reduzir riscos e preservar a função pulmonar, mesmo quando já existem danos causados pelo cigarro.

“O pulmão consegue recuperar parte da função após a interrupção do cigarro, mas algumas lesões podem permanecer por décadas. Ainda assim, parar de fumar muda completamente a evolução da doença e reduz de forma importante o risco de morte”, destaca Ive Lima.

“Nunca é tarde para parar de fumar. O tabagismo ainda mata milhões de pessoas todos os anos, mas é um fator de risco evitável. Também precisamos combater a ideia de que os cigarros eletrônicos são inofensivos”, finaliza a oncologista.

* Fonte: Bruno Carvalho – Assessor de imprensa

Toca Comunicação

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