Outubro Rosa chama atenção para diagnóstico precoce e importância da mamografia
No Outubro Rosa, um dos recados mais importantes é que o diagnóstico precoce salva vidas.

Quando o câncer de mama é detectado cedo, as chances de cura chegam a mais de 90% e o exame radiológico, como a mamografia, é a principal ferramenta para enxergar a doença antes mesmo dos sintomas. Segundo o coordenador do curso de Radiologia da Estácio, Erival Amorim, o diagnóstico em estágios iniciais pode proporcionar tratamentos menos agressivos e melhores resultados clínicos.
“Dependendo das características do tumor, pode ser possível realizar cirurgias conservadoras, preservando parte da mama, além de reduzir a necessidade de determinados tratamentos sistêmicos. Tratamentos menos complexos podem favorecer uma recuperação mais rápida e reduzir as repercussões sobre a rotina pessoal, familiar e profissional”, afirmou.
O especialista destaca que os exames de imagem desempenham um papel essencial na identificação de alterações nas mamas, muitas vezes antes de serem percebidas pela própria mulher ou durante o exame clínico. Ele frisa que a mamografia permite visualizar pequenas lesões, microcalcificações e alterações na arquitetura do tecido mamário que podem representar sinais iniciais de câncer.
“Além da detecção, os exames de imagem ajudam a caracterizar as alterações e a definir a necessidade de investigação complementar. A mamografia é considerada o principal exame de rastreamento por apresentar eficácia demonstrada na identificação de alterações suspeitas em mulheres sem sintomas. Sua grande vantagem é permitir a visualização de lesões muito pequenas, inclusive microcalcificações que podem estar associadas a alterações malignas iniciais”, destaca Erival Amorim.
A recomendação depende das diretrizes adotadas e do risco individual de cada mulher. No Brasil, o Ministério da Saúde atualizou, em 2025, a orientação de rastreamento populacional pelo SUS, passando a recomendar a mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. “Mulheres de 40 a 49 anos também podem realizar o exame mediante orientação profissional e decisão compartilhada, considerando os benefícios e os possíveis riscos”, orienta o professor.
Sinais de alerta
Entre os principais sinais que exigem atenção estão o aparecimento de um nódulo na mama ou na região da axila, alterações no formato ou tamanho da mama, retração da pele ou do mamilo, vermelhidão persistente, espessamento da pele e saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente quando apresenta sangue. O professor faz um alerta importante: “O câncer de mama em seus estágios iniciais frequentemente não provoca dor ou sintomas perceptíveis. Dessa forma, a ausência de alterações não elimina a importância do rastreamento quando indicado.”
E o desconforto do exame?
Erival Amorim afirma que a mamografia pode provocar algum desconforto devido à compressão das mamas, necessária para obter imagens de qualidade e reduzir a dose de radiação, mas destaca que essa compressão dura poucos segundos e, na maioria das vezes, o desconforto é passageiro.
Assessoria Estácio Feira de Santana
