CEAPE APOIA PEQUENOS NEGÓCIOS
O forte endividamento do brasileiro, que atinge a cerca de 70% da população é muito preocupante, na opinião de José Nélio Monteiro Corsini, diretor executivo do Centro de Apoio ao Pequeno Empreendedor (Ceape). À frente do órgão desde a sua fundação, isso em 1994, o economista observa que esse é um dos períodos mais difíceis enfrentados pelo país e naturalmente com reflexos na atuação da instituição de caráter civil, não governamental, que se destina a apoiar iniciativas de pequenos empresários do comércio, prestação de serviços e fabricação. Mesmo assim, garante, o Ceape continua prestando um inestimável serviço à sociedade através dos seus cinco escritórios em Feira de Santana, Serrinha, Alagoinhas, Camaçari e Santo Antônio de Jesus.
O Ceape concede crédito para financiamentos de capital de giro e investimento fixo, além de promover a capacitação empreendedora dos clientes. O crédito tem limite em R$ 20 mil, mas esse teto é pouco alcançado, ficando entre R$ 2.600 e R$3.500 a maior procura por parte da clientela, hoje estimada em 2.600 pequenos empreendedores. O setor de comercio é o que registra a maior demanda, cerca de 80% dos negócios viabilizados, já o segmento de fabricação vem sofrendo um “encolhimento”, o que pode ser atribuído a volumosa importação de peças e equipamentos oriundos, em maior quantidade de países asiáticos, e com preços considerados menores do que os produzidos no Brasil.
Corsini ressalta as vantagens oferecidas pelo Ceape ao pequeno empreendedor como: juros competitivos, atendimento personalizado, crédito rápido, cursos e treinamentos, prêmios para clientes que indicam outros a buscar credito do Ceape, e taxa de renovação cadastral fixa. Para se tornar cliente da instituição deve-se ter um pequeno negócio há mais de seis meses; RG, CPF e comprovante de residência; referências do comercio; ser maior de 18 anos; formar grupo de quatro a seis empreendedores e apresentar comprovante de renda para avalista de crédito individual.
Em relação ao gritante endividamento da população brasileira o experiente economista alerta que independente de outros fatores, tão expostos pela mídia e autoridades, deve-se levar em conta a falta de educação financeira aliada ao uso em excesso do cartão de crédito, que chega a ser responsável por mais de 30% do endividamento, principalmente entre os de menor poder aquisitivo. “O cartão de crédito parece fazer com que muitos esqueçam os seus limites e que terão de pagar seus compromissos” alerta José Nélio Monteiro Corsini.
*Fonte: Zadir Marques Porto – Jornalista
