Dia Nacional do Diabetes: saiba quais são os cuidados essenciais para a doença que atinge mais de 16 milhões de brasileiros.

Especialista reforça a importância da realização de exames para a prevenção e o monitoramento adequado da doença.

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Classificada como uma doença crônica, o diabetes é caracterizado pela produção ineficiente ou resistência à ação da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue, a fim de fornecer energia ao corpo humano. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) aponta que a doença atinge cerca de 16,8 milhões de pessoas, entre 20 e 79 anos, colocando o país em quinto lugar na incidência de diabetes no mundo.    

Só em 2023, cerca de 10,2% da população brasileira foi diagnosticada com algum tipo da doença, segundo apontamento de uma pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil). Os dados também revelaram um aumento dos diagnósticos de diabetes no país em relação ao ano de 2021, quando eram 9,1% da população.  Além disso, a pesquisa mostra que o diagnóstico da doença é mais frequente entre as mulheres, com um percentual de 11,1%, do que entre os homens, com cerca 9,1% dos diagnósticos em todo o território nacional. 

Diante de números tão expressivos, que seguem aumentando a cada ano, o dia 26 de junho foi escolhido como o Dia Nacional do Diabetes, data instituída a partir de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), visando conscientizar os brasileiros sobre a doença e chamar a atenção para a importância de um diagnóstico precoce.  

Os tipos de diabetes 

Para além dos fatores genéticos, a ausência de hábitos de vida saudáveis pode ser decisiva para o surgimento da doença. Existem também outros fatores de risco que podem contribuir com o desenvolvimento do diabetes, a exemplo do sobrepeso, doenças renais crônicas, tabagismo, apneia do sono, síndrome de ovários policísticos, entre outros. 

O diabetes é dividido em alguns tipos, geralmente relacionados aos sintomas e as características físicas e genéticas apresentadas pelo paciente. Dentre os mais conhecidos estão: o Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2 e o Diabetes Gestacional. 

Sendo muito comum um diagnóstico na infância e adolescência, o Diabetes Tipo 1 é causado por uma falha no sistema imunológico, que ataca equivocadamente as células beta e comprometem a quantidade de insulina liberada para o corpo. A Sociedade Brasileira de Diabetes pontua que esse tipo concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença no país. 

Ao contrário do Tipo 1, o Diabetes Tipo 2 possui uma maior frequência de diagnósticos em adultos e atinge cerca de 90% da população brasileira. Geralmente, ele é diagnosticado após o organismo não possuir ou conseguir usar adequadamente a insulina produzida pelo corpo humano, gerando um mau controle na taxa de glicemia. 

Já o Diabetes Gestacional, como o nome já informa, atinge majoritariamente as mulheres durante a gravidez. Ele é caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue da paciente e, se não acompanhado adequadamente, pode gerar complicações como partos traumáticos e hipoglicemia neonatal.  

Diagnóstico e exames 

Geralmente, o diagnóstico da doença é iniciado a partir de exames de rotina ou de algum sintoma apresentado pelo paciente. “É de fundamental importância que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, para que o médico possa tomar decisões assertivas, oferecendo ao paciente os melhores recursos de tratamento e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida”, pontua Marcus Machado, Farmacêutico Bioquímico e Diretor Técnico do Laboratório do Instituto de Hematologia de Feira de Santana (IHEF). 

Dentre os exames laboratoriais fundamentais para um diagnóstico mais preciso, estão: Glicemia, Glicemia Pós-Prandial, Hemoglobina Glicada, Frutosamina e Sumário de Urina. 

O especialista também destaca uma série de cuidados preparatórios para a realização desses exames. “Para o exame de Glicemia é necessário o jejum; a Glicose Pós-Prandial ela é realizada duas horas após o almoço; já a Curva Glicêmica é feita com a glicose em jejum e duas horas após uso de dextrose, uma espécie de carboidrato proveniente do amido de milho; os demais exames como Hemoglobina Glicada, Frutosamina e Sumário de Urina podem ser feitos a qualquer horário”, explica. 

Tratamentos 

É imprescindível um acompanhamento médico regular para um tratamento eficaz da doença. “Através do acompanhamento apropriado pelo médico, o paciente será monitorado no uso da medicação adequada, bem como na realização dos exames laboratoriais de controle”, aponta Marcus Machado. 

Será por meio dos exames e avaliações adicionais que o médico construirá um tratamento adequado, com o uso de remédios e doses certas de insulina. Além disso, a adoção de um estilo de vida mais saudável, com uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos, será crucial para impedir os agravantes da diabetes.  

SOBRE O IHEF          

O IHEF (Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Feira de Santana), foi fundado em 1983, objetivando proporcionar a todos os pacientes do estado da Bahia, diagnóstico e tratamentos das doenças do sangue. Após anos de atuação, o IHEF expandiu para as áreas de medicina laboratorial, diagnóstico por imagem, medicina nuclear, vacinas e banco de sangue, dando origem ao Sistema de Saúde IHEF, o mais completo serviço de saúde não hospitalar do interior da Bahia.      

Desde 2014 é prêmio Top of Mind no segmento laboratorial em Feira de Santana e também vencedor do prêmio Benchmarking Bahia por duas vezes, na categoria Compliance, como o melhor laboratório do interior da Bahia. O IHEF Laboratório possui certificação de qualidade como a ISO 9001.  

* Fonte: JULIANA VITAL / THAIS FIGUEIREDO   – Comunicativa Agência de Comunicação.

 

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