Educação financeira para empresárias é tema de palestra do Sebrae em Feira de Santana.
Evento gratuito integra programação dedicado ao Mês da Mulher e tem como público-alvo, empreendedoras que buscam conhecimento para superar desafios financeiros.
Para celebrar o protagonismo das mulheres de negócios e movimentar a economia local, o Sebrae em Feira de Santana realiza no dia 2 de março, às 19h, uma palestra sobre educação financeira, com a analista da instituição Leidiane Brito e a especialista no tema, Carol Almeida. O evento será realizado no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana, localizado no Largo do São Francisco, n°43, bairro Kalilândia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.
A palestra vai debater como a educação financeira pode potencializar os impactos do empreendedorismo feminino na economia, num contexto em que cada vez mais mulheres estão à frente de empresas. Três em cada dez pequenos negócios no Brasil são liderados por mulheres e quando se analisa apenas o universo de microempreendedores individuais (MEI), a participação delas à frente de um negócio sobe para 48%.
E quando o assunto é finanças, é importante ter atenção. De acordo com um levantamento do Sebrae, apesar de as empreendedoras apresentarem uma perda de faturamento maior do que os homens e de estarem com mais dívidas em atraso, por conta dos impactos da pandemia, elas recorrem menos aos bancos para acessar crédito. Apenas 43% delas procuraram as instituições financeiras, enquanto 53% dos homens já recorreram aos bancos em busca de recursos
Mesmo assim, os bancos confiam mais nelas. O levantamento demonstra que entre as mulheres que pedem empréstimo, 58% receberam uma resposta positiva, enquanto entre os homens, o percentual é de 57%.
Entre as empreendedoras, 30% estão com dívidas em atraso. Entre os homens, esse número cai para 27%. As dívidas também pesam mais para elas. A pesquisa detectou que, para mais da metade das mulheres (56%), as dívidas representam 30% ou mais dos custos mensais e entre os empreendedores, essa porcentagem cai para 52%.
* Fonte: Juliana Vital – Jornalista

