Livro reúne quase cinco décadas de coleção sobre São Francisco e terá renda destinada às Obras Sociais Irmã Dulce
Obra do médico e filatelista Miguel Brandão será lançada em 12 de novembro, no Pelourinho, em evento que também apresenta selo dos Correios.

Uma coleção construída ao longo de quase cinco décadas vai se transformar em livro e contribuir para o cuidado de pessoas atendidas pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). No dia 12 de novembro, das 17h às 21h, o médico e filatelista baiano Miguel Brandão lança “São Francisco vive – História nos selos da Coleção Miguel Brandão”, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, no Pelourinho, em Salvador. Toda a renda obtida com a venda dos exemplares será destinada à instituição, para o projeto de construção do Day Hospital do Hospital Santo Antônio.

Publicado pela P55 Edição, o livro chega ao público no ano em que se completam 800 anos da morte de São Francisco de Assis. O lançamento também contará com a apresentação oficial, pelos Correios, do selo comemorativo da Coleção Miguel Brandão, que reproduz a capa da publicação.
A obra reúne selos emitidos por diferentes países e épocas para contar a trajetória de São Francisco, apresentar templos e obras de arte ligados à sua história e percorrer o legado das Ordens Franciscanas. Com curadoria e textos explicativos, a publicação compartilha com o público peças raras e representativas de um acervo até então privado, aproximando história, arte e espiritualidade por meio da filatelia — o estudo e a coleção de selos postais.
A relação de Brandão com esse universo começou aos dez anos, em Paramirim, no interior da Bahia. O primeiro exemplar foi um selo brasileiro de 1976 com a imagem do mico-leão-dourado. Aos 12 anos, ele iniciou a coleção dedicada a São Francisco, tendo como primeira peça “São Francisco e os Pássaros”, também emitida pelo Brasil em 1976. A devoção foi cultivada durante a infância em Seabra, no convívio com o frei Justo Venture, missionário capuchinho italiano cujo trabalho deixou marcas na educação e na assistência à população local.
“A coleção é viva, dinâmica, sempre com novas peças filatélicas e sempre aprofundando o tema. É entrega, determinação, critério e cuidado. O retorno é conhecimento, cultura e uma devoção cada vez maior a São Francisco de Assis”, afirma o autor.
Cirurgião oncológico, Brandão encontra na pesquisa e na organização dos selos um espaço de concentração e recolhimento em meio à rotina de atendimento a pessoas com câncer. A construção do acervo envolve consultas a catálogos, livros, artigos e exposições, além da pesquisa sobre as obras de arte reproduzidas nas peças.
A destinação da renda à OSID também se conecta à trajetória profissional do autor, que coordena o Serviço de Oncologia Cutânea do Hospital Santo Antônio. Com o lançamento, a coleção ganha uma nova dimensão: além de preservar e compartilhar a memória franciscana, passa a apoiar a ampliação da assistência oferecida pela instituição fundada por Santa Dulce dos Pobres.
* FONTE: Bruno Carvalho Assessor de imprensa – Toca Comunicação.
