VELAZQUEZ O PINTOR DO REI – CADA QUADRO UMA OBRA PRIMA.
Ele está no Museu do Prado em Madri, onde recebe visitas de todas as partes do planeta. Diego de Silva Valazquez, considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, orgulho do povo espanhol. Aos 23 anos ele apareceu com sua arte fabulosa. Alto, magro, bigode retorcido e cabeleira revolta, Velazquez era aprendiz de um professor de pintura em Sevilha, onde nascera. Acreditando na sua habilidade com os pinceis o jovem sevilhano viajou para Madrid levando suas melhores telas, mas não obteve o resultado desejado.
Decepcionado, mas disposto a lutar, retornou a Sevilha decidido a melhorar o seu trabalho. Logo recebeu carta de um amigo da capital espanhola revelado que o Duque- Conde de Olivares Gaspar Guzmán y Pimental, poderoso ministro, que era natural da Sevilha vira um retrato de Velazquez, ficara impressionado e desejava conhece-lo. Ele então pintou um quadro e levou-o ao palácio e o Rei Felipe IV, um jovem de 18 anos, “vaidoso como um pavão”, mandou chama-lo e encomendou um quadro seu. Entusiasmado com o quadro ele nomeou o artista como Pintor do Rei.
Foi algo inesperado para Velazquez que ganhou um estúdio no palácio, um contrato garantido aquisição de todos os quadros – retratos de membros da família real que ele pintasse -, e um bom salário. Essa decisão provocou protestos de muitos pintores que viviam em busca do sucesso. O rei então instituiu um concurso nacional para a escolha do melhor quadro sobre uma história e instituiu uma comissão julgadora de homens sérios e capacitados. Diego Velzquez foi o vencedor.
Considerado gênio, o jovem artista fez uma carreira de invulgar sucesso, como o melhor pintor realista da Espanha a para muitos melhor do planeta. Pintava com extrema rapidez e muitas vezes sequer fazia esboço, colocando na tela com precisão aquilo que lhe vinha na mente. Foi o primeiro espanhol a pintar plebeus, figuras mitológicas e o primeiro também a pintar uma mulher nua.
Velzquez foi o Pintor do Rei durante 40 anos, período bem que produziu 36 magníficos retratos de Felipe IV. Sofreu extrema perseguição de outros artistas e devido a inveja desses chegou a ter os salários retidos. Mas depois pagos pelo rei. Esteve durante dois anos na Itália aproveitando para aperfeiçoar o que já fazia tão bem. “Velazquez nunca passou por altos e baixos. Todos os seus quadros são obras primas”, garantiu o filósofo e escritor espanhol Ortega y Gasset, sintetizando o pensamento dos grandes críticos da pintura.
* Por Zadir Marques Porto – Jornalista.
