Sarampo volta a acender alerta e reforça importância da vacinação
Doença é altamente contagiosa e pode provocar complicações graves.
A confirmação de novos casos de sarampo em São Paulo reforça a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção contra uma das doenças infecciosas com maior nível de contágio. Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, o registro de ocorrências e a possibilidade de transmissão associada a viagens e contatos entre diferentes regiões mostram que a vigilância precisa permanecer.
“O cenário serve de alerta também para outros estados, inclusive aqueles que não apresentam transmissão local. Isso porque o vírus pode ser levado de uma região para outra por pessoas infectadas, especialmente em períodos de maior circulação de viajantes”, destaca Maurício Campos, infectologista e coordenador do curso de Medicina da Universidade Salvador (UNIFACS), integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil.
Na Bahia, o cenário permanece controlado, mas exige atenção. Segundo o Boletim Epidemiológico das Doenças Exantemáticas da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em 2025 foram notificados 90 casos suspeitos de sarampo no estado, além de 17 suspeitas de rubéola. Nenhum caso de sarampo foi confirmado no período. A Bahia interrompeu a circulação endêmica do vírus em 2020, quando foram registrados os últimos sete casos, mas a Sesab alerta que o risco de reintrodução permanece diante da circulação do vírus em outras regiões e da possibilidade de casos importados.
Vacinação é a principal forma de prevenção
O sarampo é causado por um vírus e é transmitido principalmente pelas secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação é que a população mantenha o calendário vacinal atualizado, de acordo com a faixa etária e o histórico de vacinação.
“A vacinação não deve ser encarada apenas como uma proteção individual. Quando uma parcela elevada da população está imunizada, também reduzimos a circulação do vírus e protegemos pessoas que não podem ser vacinadas ou que são mais vulneráveis às complicações da doença”, explica Maurício Campos.
Em situações de surto, como a vivenciada atualmente em municípios paulistas, as autoridades de saúde podem adotar medidas adicionais, como a chamada dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses. Essa dose antecipada não substitui as duas doses previstas no calendário regular, administradas posteriormente.
Febre e manchas vermelhas são sinais de alerta
Os primeiros sintomas do sarampo podem se confundir com os de outras infecções respiratórias. Por isso, é importante ficar atento à combinação de sinais. Entre os principais sintomas estão febre alta, geralmente acima de 38,5°C, tosse seca, coriza, olhos avermelhados ou conjuntivite e manchas vermelhas na pele. A lesão costuma começar no rosto e se espalhar progressivamente pelo corpo. Pequenas manchas brancas no interior da boca, conhecidas como manchas de Koplik, também podem aparecer e são um sinal característico da doença.
A atenção deve ser redobrada quando esses sintomas surgirem em uma pessoa que esteve recentemente em uma região com circulação do vírus, teve contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença ou apresenta histórico vacinal incompleto.
Diante de sinais compatíveis com sarampo, a orientação é procurar atendimento de saúde para avaliação. Também é importante informar previamente à unidade de saúde sobre a suspeita, evitando a exposição desnecessária de outras pessoas em ambientes de atendimento.
Doença pode provocar complicações graves
Apesar de muitos pacientes se recuperarem do sarampo, a doença não deve ser considerada simples ou inofensiva. O vírus pode provocar complicações, principalmente em crianças pequenas, pessoas imunocomprometidas e indivíduos em situação de vulnerabilidade.
Entre os possíveis agravamentos estão otite, diarreia, pneumonia e encefalite, uma inflamação do cérebro que pode provocar consequências neurológicas graves. Em casos mais severos, o sarampo pode levar à hospitalização e até à morte.
Sobre a UNIFACS
Há 54 anos transformando vidas por meio da educação, a Universidade Salvador (UNIFACS) é parte do Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país. Presente em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, a UNIFACS oferece mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação em todas as áreas do conhecimento, aliando tradição, inovação e compromisso social. Reconhecida como a melhor universidade privada da Bahia e uma das 10 melhores do Brasil (IGC/MEC 2021), a instituição se destaca pelo investimento contínuo em infraestrutura, tecnologia educacional e conexão com as demandas do mercado, além de possuir um corpo docente de excelência com profissionais renomados. Com mais de 15 anos em Feira de Santana, consolida sua liderança também no interior do estado. Com uma trajetória sólida e de impacto, a UNIFACS segue olhando para o futuro com a certeza de que pode fazer ainda mais pela Bahia e com a Bahia.
Saiba mais em: www.unifacs.br
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima e é uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições localizadas em São Paulo, Piracicaba, São José dos Campos e Cubatão (SP), Belo Horizonte e Vespasiano (MG), Salvador, Irecê, Jacobina, Guanambi e Brumado (BA), Florianópolis e Tubarão (SC), Natal (RN) e Tucuruí (PA). As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. Os alunos são incentivados a participarem de ações humanitárias para vivenciarem uma experiência fora de sala de aula e realizam atendimentos, desde as primeiras fases, às comunidades nos 14 Centros Integrados de Saúde (CIS) e diversos hospitais e outras unidade de saúde, em parceria com o SUS.
* FONTE: Andrea Castro Carvalho – Ideia Comunicação

