PATINHAS DE RUA – UM TRABALHO FEITO COM AMOR
O nome é sugestivo e apropriado. A proposta ressoa tingida da melhor boa vontade e sentimento, num momento em que são poucas as iniciativas similares. Com quase cem animas recolhidos e assistidos – na grande maioria cães, alguns gatos, cinco cavalos e um jegue -, a ONG Patinhas de Rua encara uma luta dia-a-dia sem apoio oficial e com uma sensível redução do apoio particular devido às dificuldades enfrentadas pela população.
Patrícia Santos, idealizadora e executora do projeto iniciado desde 2011, quando ele chegou do Rio de Janeiro, vê o aumento das dificuldades, mas contrapõe equivalentes doses de determinação para levar à frente o trabalho. “Quando cheguei do Rio, e era para passar um ano, vi muitos animais soltos nas ruas sem assistência. No Rio de Janeiro o problema também existe, mas lá são muitas entidades e pessoas que se dedicam à causa. Assim comecei a cuidar de cães de rua e em 2014 nossa entidade foi legalizada, já é, inclusive, de utilidade publica” relata.
Só que até hoje, garante, nunca recebeu ajuda oficial “nem um centavo”, mas espera que isso ocorra porque as despesas são altas e as Ideias também. Ela já tem uma área para construção da sede própria, mas tudo demanda recursos. O orçamento de um pedreiro foi considerado caro e uma empresa do ramo de construção civil será consultada na expectativa de encontrar uma solução. Todavia, independente desse projeto a manutenção da instituição é muito dispendiosa. São rações, remédios, tosa, banhos, castração e uma serie de cuidados que os animas necessitam diariamente. Observa que por conta disso registra uma dívidas com veterinários que precisam ser pagas e espera que haja uma maior participação da comunidade.
Vinda do Rio de Janeiro em 2011 e trabalhado no CRAS, próximo ao Feira IX, Patrícia Santos relata como tudo começou e a origem do interessante nome da ONG. “Quando via os cães nas ruas, procurava alimentá-los, cuidar deles, e chegava no CRAS com a farda marcada pelas patinhas deles. Dai veio o nome Patinhas de Rua. Hoje quase 10 anos depois, meu desejo é ampliar esse trabalho”, diz Patrícia que espera contar com mais apoio da comunidade e do poder público já que até hoje, no que pese as tentativas, nada obteve.
*Por Zadir Marques Porto – Jornalista
