UM METAL MÁGICO CHAMADO LÍTIO

Desempenhando importante papel na energia termonuclear e ingrediente vital nos combustíveis de ‘alta energia’ empregados para propelir foguetes intercontinentais, o Lítio, considerado um ‘metal mágico’ pelas suas propriedades e importância, foi descoberto em 1817 pelo cientista sueco Johann Arfvedson e durante mais de um século foi considerado praticamente inútil. Esse metal branco prateado, é o solido mais leve existente e o terceiro entre os elementos mais leves em peso atômico do universo. Só o hidrogênio e o hélio, que são gases, têm peso atômico inferior.

O lítio é encontrado na crosta da Terra, logo através de qualquer escavação é possível se encontrar vestígios desse metal que tem características especiais. Na gasolina o lítio flutua, se levado a um fosforo ele arde com uma chama branca e derrete. Com uma faca ele é cortado como um queijo. Imergido em água ele efervesce. Antes da II Guerra Mundial a única aplicação prática desse metal era como ingrediente de acumulador e após o conflito sua utilização decaiu, mas a partir de 1948 houve uma notável ascensão.

Aparelhos de ar condicionado e refrigeração, banheiras, utensílios esmaltados, graxas para fins variados, faróis de automóveis, válvulas, são alguns dos itens que têm esse metal na sua fabricação.  Também está presente na composição de vitaminas, cremes para pele, lentes ópticas, discos de fonógrafo, detergente, dentre outros compostos.  Hoje o lítio desempenha importante papel na existência dos povos que poderão viver de forma mais confortável graças a abundância de eletricidade produzida pelo metal, existente em todo o planeta, sendo a América do Norte um dos continentes com maior reserva do metal.

* Por Zadir Marques Porto – Jornalista

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