Boletim Informativo MOC – Nº 612 – 26 de outubro de 2018
EDUCAÇÃO DO CAMPO CONTEXTUALIZADA
Debate sobre Educação do Campo e lançamento de publicações aconteceram na UEFS em Feira de Santana
“Não vou sair do campo, pra poder ir pra escola, Educação do Campo é Direito e não Esmola”. Para afirmar e reafirmar o que esse canto transmite, com a certeza de que como diz Paulo Freire: “Educação não transforma o mundo, Educação muda às pessoas, pessoas transformam o mundo”, que aconteceu na manhã dessa quarta-feira (19) de setembro, na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), no município de Feira de Santana, o Seminário de Educação do Campo no Semiárido Baiano e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Desafios e Perspectivas, realizado através do Movimento de Organização Comunitária (MOC), U EFS e com o apoio do ICEP, KINDER, OMICRON, como ainda as parcerias dos Movimentos Sindicais e Secretarias Municipais de Educação. E foi assim entre som, voz e cantoria que se deu inicio ao Seminário, que seguiu com uma mesa de saudação com representação de figuras/instituições importantes no processo de fortalecimento das ações da Educação do Campo de qualidade e contextualizada, como da Base Curricular de Educação, a exemplo da UEFS, MOC, secretárias municipais e sociedade civil. “Vocês estão aqui porque acreditam em um projeto que não é em benefício próprio, é um projeto em benefícios daqueles que estão vindo e estão por vim, essa deve ser a constância para aquele que exerce ou vai exercer a responsabilidade do ensino, do conhecimento, que não é propriedade de doutores nem de grupos, mas que é do povo, que realmente com seus trabalhos, com seus ideais dar sentido a isso que nós fazemos”, ressaltou o professor José Jeronimo (Presidente do MOC). Leia matéria completa no site do MOC.
INTERCÂMBIO COM AGRICULTORES
MOC realizou intercâmbio com agricultores/as em Serra Preta
O Movimento de Organização Comunitária realizou nos dias 20 e 21 de setembro, um Intercâmbio de troca de saberes e fazeres entre agricultores/as do município de Serra Preta, como parte das ações da Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), que conta com acampamento do técnico Clécio Lima. A atividade envolveu agricultores/as das comunidades de Junco, Santo Antônio e Lagoa da Caiçara.No primeiro dia, a atividade foi na Unidade Produtiva Familiar (UPF), de dona Cleuza e seu Adão na fazenda Melancieira, depois da apresentação e integração dos participantes, como ainda explanação sobre a importância do Intercâmbio para o fortalecimento das comunidades e no âmbito do associativismo e fortalecimento da agricultura familiar, teve um momento de reflexão e debate sobre as políticas públicas existentes no município votadas para agricultura familiar, as quais muitos já tiveram acesso, que contribuíram com a geração de renda do homem e da mulher do campo, discutiram ainda a respeito da atual conjuntura política do país, a qual vem destruindo os direitos do povo, principalmente no Semiárido, contando com as colaborações de Sérgio Moreira (secretário de Saúde,) e Hélio Alves (Secretário de Agricultura). Seguindo com a visita dessa experiência, conheceram o galinheiro e a horta da família, no retorno direto para a Associação Comunitária do Cazuzão, o técnico Clécio Lima juntamente com José Gonçalves e Isaías agricultores e sócios, fizeram um breve histórico sobre as conquistas da comunidade e sempre reforçando a importância de se ter uma comunidade bem organizada. Leia matéria completa no site do MOC.
EDUCOMUNICAÇÃO
Oficina de produção de peças de comunicação popular aconteceu em Nova Fátima
Uma dinâmica do balão sempre ajuda a quebrar o gelo e a timidez de alguma atividade, não é mesmo? Por isso, que para começar mais uma oficina de Oficina Municipal de Educomunicação e produção de peças de Comunicação com Crianças e a Adolescentes, do projeto Parceiros Por um Sertão Justo desenvolvido pelo Movimento de Organização Comunitária MOC na parceria com a Actionaid Brasil, essa brincadeira foi ideal para soltar muitos risos e se caminhar com tamanha alegria e integração adquirida para todo o dia da sexta-feira (21) de setembro, no município de Nova Fátima. Depois desse momento interativo e muita prosa sobre os direitos de crianças e adolescentes com imagens espalhadas pelo espaço e diante da realidade de cada um/uma, foram construindo os mapas das comunidades participantes, como Sinuque, Santo Antônio, Alto Bonito II e São Joaquim, justamente apresentando quais dos direitos estão sendo acessados ou negados, com a socialização desses mapas instigou-se a pensar sobre que sinto, vejo e ouço sobre minha comunidade inserida em contexto Semiárido, puxando para questões sobre o que como são veem na comunicação de massa e como realmente acontece, assim como se podem ser apresentadas diante de anúncios do que é bom e denuncia do que anseiam, através da comunicação popular. E falando em comunicação popular, aquelas produzidas, pelas comunidades a partir de inúmeras experiências, conexões e trocas de saberes, que somam na melhoria de vida das famílias do campo, e também oportunizam usar os meios de comunicação alternativos aos quais se tem acesso na tentativa contribuir nas buscas do que faltam nas comunidades rurais no acesso as políticas públicas como direito. Assim, foi compreendido mais sobre a comunicação também ser um direito de produzir e não apenas de receber, como sobre pautas, peças e meios de comunicação. Leia matéria completa no site do MOC.
OFICINA ESCOLA SUSTENTÁVEL
MOC participou da Oficina Escola Sustentável: Alimentação Saudável nas Escolas Públicas realizada em Serrinha
Aconteceu na quarta-feira (19) de setembro, no município de Serrinha, a Oficina Escola Sustentável: Alimentação Saudável nas Escolas Públicas, a atividade teve como proposta a junção de ação Escola Sustentável, fruto da parceria do Ministério Público e Prefeituras Municipais de Barrocas, Biritinga, Serrinha e Teofilândia, visando ampliar e qualificar a alimentação saudável das escolas públicas, por meio da inclusão de produtos sustentáveis da Agricultura Familiar. E contou com a participação de gestores públicos, representantes de organizações produtivas da agricultura familiar, dirigentes de instituições prestadoras de serviços de ATER, seguindo o propósito de ampliar o entendimento sobre a ação Escola Sustentável, como ainda debater sobre o tema de segurança alimentar e nutricional no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de acordar compromissos e providências para produção e aquisição de produtos sustentáveis no âmbito do PNAE. O primeiro momento, após as explicações sobre o objetivo da oficina, percorreu com um nivelamento sobre a ação “Escola Sustentável: alimentação saudável nas escolas públicas”, apresentado por Letícia Campos Baiard – (3ª Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia), como também um painel do Programa Nacional de Alimentação Escolar: o desafio da garantia da Segurança Alimentar e Nutricional de crianças e jovens na escola pública, com a contribuição de Albaneide Maria Lima Peixinho (Programa Mundial de Alimentos – PMA/ONU), bem como a corroboração de Arnoldo de Campos (Consultor Técnico da CAR/SDR) sobre um balanço crítico da experiência da aplicação da Lei Federal n° 11.947/2011 na aquisição de alimentos saudáveis da agricultura familiar. Leia matéria completa no site do MOC.
GÊNERO
Oficina Intermunicipal com meninas sobre relações de Gênero
A luta não pode parar. Mariele Vive!
A expressão acima, reafirma a vontade de seguir lutando pelos direitos e principalmente pela dignidade humana. Os reflexos dessa busca estão nas bases, comunidades e municípios, especialmente nos Territórios do Sisal e Bacia do Jacuípe, onde há um grande número de mulheres aguerridas e solidárias umas com as outras que militam para a transformação da sociedade que ainda julga e condena por causa da cor da pele, do cabelo, do jeito, e como se não bastasse, por ser mulher. Tratando desses dois Territórios, o Movimento de Organização Comunitária (MOC), através do Programa de Gênero (PGEN) fortalece o debate trazendo temas cruciais para o enfrentamento da violação dos direitos, especialmente, das mulheres negras e pontuam as relações de gênero, violência, desigualdade e racismo. Assim, as ações para aprimorar o conhecimento e a partilha coletiva o MOC promoveu, numa parceria com o projeto de Vínculos Parceiros por um Sertão Justo apoiado pela ACTIONAID, nos dias 18 e 19 de setembro, no município de Conceição do Coité, a Oficina Intermunicipal com meninas sobre: relações de Gênero e desigualdades, a questão racial e a violação dos direitos das mulheres e meninas negras. Com público de mulheres, jovens e adolescentes a oficina tem como objetivo contribuir para a formação política de meninas e mulheres para que possam incidir nos espaços de construção e de controle social das políticas públicas de modo que promovam a igualdade de gênero e raça e dignidade da vida. “É importante discutir gênero, desigualdade e etnia racial, pra mim ter novos conhecimentos”. A fala é da adolescente, Natilele de Oliveira, 15 anos, da comunidade de Boa Vista de Aroeira, município de Conceição do Coité, ela destaca o quanto as oficinas contribuem no processo (in)formativo. “Hoje já tenho uma nova visão, outra crítica política a partir desses eventos”, ressalta. Leia matéria completa no site do MOC.
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AGENDE-SE
23 á 27/09- Evento Consulado da Mulher- São Paulo;
26/09- Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária- Biritinga;
27/09- Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária –Araci;
